2. A Fonte da Bela Fortuna

Segundo conto do livro “Os Contos de Beedle, o Bardo” por J. K. Rowling, resenhados pela jornalista Daphne Durham.

2. “A Fonte da Bela Fortuna”

No topo de um dos nossos favoritos contos de fadas de todos os tempos está a figura de uma fonte fluente e brilhante. Agora que estamos quase trinta páginas livro adentro, ficou claro que Rowling adora (e é muito boa em) desenhar estrelas e faíscas. O começo e o fim de quase cada conto está cravejado de pó de fada (à la Peter Pan — os fãs sabem que os diabretes de Rowling são desfavoráveis a deixar uma trilha tão bonita). A primeira página da estória também apresenta um pequeno arbusto de rosas abaixo do texto. É amável, e qualquer um que já tenha tentado desenhar uma rosa sabe, não é tão fácil de fazer — um fato que deixa improvável que Rowling o tenha feito para cobrir algum engano (como um de nós faria).É um ótimo jeito de começar e dá a “A Fonte da Bela Fortuna” uma boa expectativa. Talvez por isso é que a estória começa tão grandiosa e com tão perfeitamente luxuoso e misterioso ambiente de conto de fadas: um jardim fechado e encantado é protegido por “forte magia”. Uma vez por ano, é permitido a um “infeliz” a opotunidade de achar seu caminho até a Fonte, se banhar nas águas, e ganhar “bela fortuna para sempre”. Ahh, é o recheio dos sonhos dos fãs de Harry Potter. De fato esta estória se sobressai como uma das favoritas por que segue um arco de busca com o qual os fãs se apaixoram em seus livros — e que ainda perseguimos.

Sabendo que está pode ser a única chance de dar verdadeiramente uma volta por cima em suas vidas, pessoas (com poderes mágicos ou não) viajam de lugares distante do reino para tentar entrar no jardim. É aqui que três bruxas se encontram e dividem suas estórias de aflições. A primeira é Asha, que padece de “uma doença que nenhum Curandeiro pode curar”, que espera que a Fonte possa devolver sua saúde. A segunda é Altheda, que foi roubada e humilhada por um bruxo. Ela espera que a Fonte possa aliviá-la do seu sentimento de inutilidade e sua probreza. A terceira bruxa, Amata, foi deixada por seu amado, e espera que a Fonte cure seu “pesar e espera”. Em apenas alguma página, Rowling não apenas criou um belo drama de conto de fadas, mas um conflito de interesses — Leitores jovens ou velhos podem se solidarizar com pelo menos uma das aflições de Asha, Altheda e Amata (podemos dizer como são maravilhosos esses nomes?), então como podemos escolher qual ganhar? As bruxas (assim como os personagens da nossa série favorita) decidem que três cabeças são melhores que uma, e unem seus esforços para chegarem a Fonte juntas. No alvorecer, surge uma fresta no muro e “rastejantes” do jardim passam e envolvem Asha, a primeira bruxa. Ela se segura em Altheda, que segura Amata. Mas Amata fica presa na armadura de um Cavaleiro, e quando as vinhas puxam Asha para dentro, as três bruxas e o cavaleiro são puxados pela parede para dentro do jardim.

Sendo que apenas uma delas será permitida se banhar na Fonte, as duas primeiras bruxas ficam bravas com Amata, que trouxe inadvertidamente consigo outro competidor. Como ele não tem nenhum poder mágico, reconhece as mulheres como bruxas, e fica bem a par de seu nome, “Sir Sem-Sorte”, o cavaleiro anuncia suas intenções de abandonar a busca. Amata rapidamente o faz desistir da idéia e o convida a fazer parte do grupo. É adorável ver que Rowling continua a abraçar os temas de amizade e camaradagemtão prevalente em sua série, sem contar sua habilidade de desenhar personagens femininos tão fortes e inteligentes. Passamos sete livros vendo Harry aprender que é certo precisar de ajuda e suporte de seus amigos, e a mesma noção em dividir resposabilidades e fardos é forte nesse conto.

Em sua jornada para a Fonte, o grupo heterogêneo enfrenta três desafios. Somos familiares ao território dos contos de fadas, mas é o forte e simples imaginário (um “verme branco mostruoso, inchado e cego”) e o modo como os personagens trabalham juntos para vencerem as adversidades que fazem desta estória uma leitura rica, e totalmente de Rowling. Primeiro eles enfrentam o verme que exige deles uma “prova de sua dor”. Depois de várias tentativas de atacá-lo com mágica e outros meios, as lágrimas de frustração de Asha finalmente satisfazem o verme, e os quatro podem passar. No próximo eles encaram uma subida ingreme e são exigidos deles “os frutos de seu trabalho”. Eles tentam e tentam chegar ao topo da colina, mas gastam horas subindo em vão. Finalmente o esforço constante de Altheda em animar seus amigos a seguirem em frente (especificamente o suor de sua sobrancelha)o faz passar seu desafio. Por fim, eles encontram um rio no caminho e são exigidos a pagar “os tesouros de seu passado”. Tentativas de pular ou flutuar sobre ele falham, até que Amata pensa em usar sua varinha para tirar as lembranças de seu amante que a abandonou, e jogá-las na aula (olá Penseira). Um caminho de pedras surge nas água, e os quatro podem passar e chegar à Fonte, onde eles tem que decidir quem se banhará.

Asha cai de exaustão e está próxima a morte. Ela sofre tanto que não pode chega a Fonte, e implora as amigos que não a movam. Altheda rapidamente faz um poção para reanimá-la, e a solução na verdade acaba curando sua doença, sendo então que ela não necessita mais das águas da Fonte. (Alguns de vocês já podem ver onde isso vai, mas fiquem ligados — Rowling tem mais surpresas na manga). Curando Asha, Altheda percebe que ela tem poder para curar outros e um meio de ganhar dinheiro. Ela não precisa mais das águas da Fonte para curar sua “inutilidade e pobreza”. A terceira bruxa, Amata percebe que uma vez que ela se livrou de seus remorsos por seu amante, ela podia vê-lo como ele realmente era (“cruel e sem-fé”), e ela não precisa mais da Fonte. Ela se vira para Sir Sem-Sorte e oferece a ele a vez na Fonte, como recompensa por sua bravura. O Cavaleiro, impressionado com sua sorte e se banha na Fonte, jogando-se “em sua amaradura enferrujada” (esta é a mente genial de rowling — a adição de uma palavra nos dá a imagem hilária do cavaleiro se banhando com toda sua armadura na Fonte) aos pé de Amata e pedindo por sua “mão e seu coração”. Cada bruxa atingiu seu sonho por uma cura, um azarado cavaleiro conhece sua bravura, e Amata, a bruxa que teve fé nele, percebe que encontrou um “homem que a merecia”.

Um grande “felizes para sempre” para nosso grupo feliz, que vai embora de braços-dados (é muito legal a forma como isto é escrito a mão, com o hífen fazendo a imagem visual de braços ligados). mas a estória não seria de rowling se não tivesse a surpresa final: descobrimos que os quatro amigos viveram longamente, nunca descobrindo que as águas da Fonte “não tinham encantamente algum”. Melhor. Final. De todos.

Como em seus livros, Rowling enfatiza o verdadeiro poder que está dentro de cada um, não apenas em uma varinha ou na mente, mas no coração. Fé, confiança, amior dão aos seus personagens a força de enfrentar os desafios à sua frente. Ela não dá um sermão aos leitores, mas a mensagem está lá: se você se permitir confiar e amar os outros, você pode alçar o poder que você já tem. Que grande mensagem à crianças (e adultos) ara ser aprendida, e oh, que amável e memorável embalagem.

fonte: Amazon.com

~ por Igor RGA em janeiro 23, 2008.

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