Qual a graça de um jogo manipulado?

fonte: http://bbb.globo.com

Já vou começar dizendo que nunca fui e nem sou fã de Big Brother, então nem vou dar trela se esse post criar um #mimimi desnecessário.

A idéia de um ‘jogo’ com pessoas presas dentro de uma casa, fazendo provinhas sem sentido e brigando por causa de sabão em pó (é, não estou inventando isso) não me agrada, mas aprendi a ver o programa com outros olhos, com um senso crítico bem baixo e gostando do ridículo das coisas.

Mas o que mais me incomoda no Big Brother Brasil, além das pessoas vazias e seus corpos trabalhados para a vitrine televisiva, nada tem a ver com a futilidade de quem está dentro da casa ou dentro de casa assistindo. O que mais me incomoda nesse programa é o fato de ser um jogo descaradamente manipulado.

Claro, poderiam dizer ‘todo jogo é manipulado’ e os espectadores regulares do circo BBB podem muito bem dizer que o grande jogador da 9ª edição, o carioca Max, é um grande manipulador. Sim, concordo, mas tudo isso é aceitável DENTRO do jogo, quando é você que está lá tendo seus nervos à prova.

Minha crítica a atual edição do BBB é o fato de um DIRETOR estar manipulando descaradamente o programa, das formas mais toscas possíveis. O Sr. José Bonifácio Brasil de Olivera (obrigado BigBostaBrasil pela informação), vulgo Boninho, é responsável por esse discurso de indignação.

De regras inventadas no último momento, coisas dadas ou feitas sem qualquer sentido ou prosseguimento (como quando a participante Milena ganhou um colar vermelho… que não serviu para nada) e o uso excessivo e indiscriminado do recurso chamado “Big Fone”, onde uma ordem é dada a quem o atende e deve ser cumprida sob o conhecimento ou não dos outros participantes.

Com isso, o dito diretor já colocou ‘desafetos’ no paredão (o assim chamado processo eliminatório do programa, onde os participantes DEVERIAM contar com a simpatia do público), já colocou pessoas uma contra as outras dentro do jogo e criou mil e uma situações que passaram longe do cômico, ficando apenas trágicas.

Porém a cereja no topo do bolo é a manipulação da votação, o tal ‘momento sublime’ onde o telespectador pode mudar os rumos do programa que ele assiste (um dos maiores apelos do programa). Segundo esse artigo a coisa já chegou ao nível do descaso com a inteligência do público.

Além das famigeradas manipulações na ‘edição’ do programa, algo com que os próprios participantes se preocupam, onde todo um trabalho é feito em cima das imagens já gravadas, podendo tranformar coisas inofensivas em graves ameaças, dependendo de um corte de câmera, agora o diretor de tal atração se vê no direito de dizer que “votos de meios diferentes [telefone, sms e internet] tem pesos diferentes”. O que isso significa? Um grande “FODA-SE” estampado em letras garrafais e brilhantes informando que se a votação não for favorável ao queridinho da vez, pode-se muito bem mudar a contabilidade fantasma (que não auditoriada de nenhuma forma) e voilá! Temos um vencedor fabricado.

E qual o problema nisso? O problema é que um verdadeiro jogador (Max) pode perder o ‘jogo’ para a escolhida do diretor (Ana Carolina), só por que ele quer. Isso me irrita profundamente, gosto de jogos bem jogados (por bem ou por mal).

Pronto, passou 😀 Não falo mais desse tipo de programa por aqui. Assisto como uma “guilty pleasure”, adoro a desgraça alheia 😛

~ por Igor RGA em março 11, 2009.

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