Avatar

[idem (2009) – James Cameron]

fonte: http://impawards.com

O novo filme bilionário de James Cameron abalou as estruturas de Hollywood ao mostrar que um filme de ação com muita aventura e romance pode garfar o gosto popular e de crítica de uma só tacada.

Mas qual o verdadeiro mérito de Avatar?

Além de ser a grande aposta no ainda novo mercado do cinema 3D, grande concorrente do Oscar deste ano (perdendo justamente para um drama realista sobre a guerra do Iraque) e o retorno de um diretor que já estremeceu o indústria com o primeiro filme mais rentável da história (Titanic manteve a marca por 12 anos!), Avatar se sustenta em sua maravilhosa proposta de mostrar um mundo desconhecido, completamente gerado por computador.

Muitos podem pensar: “Qual a novidade nisso?”, mas após conhecer Pandora você vai se encantar pela sua flora luminescente e fauna bizarra, pelas paisagens naturais que desafiam os conceitos da física (quem já assistiu sabe muito bem de qual local estou falando).

E não é só pelas proezas naturais de Pandora, criadas como uma grande pintura fotorrealista em 12 anos de pré-produção, que Avatar tem seu mérito. Sua estória forte, contanto como o povo Na’vi tem que se defender dos invasores humanos é outro ponto que fez com que muitos espectadores pós-Avatar quisessem pertencer àquela raça cheia de qualidades.

Muitos comparam o enredo da trama com o desenho da Disney “Pocahontas” inspirado na estória real dos nativos norte-americanos que enfrentaram os colonizadores ingleses para defender sua terra. Sim, existem similaridades gritantes, mas tanto Avatar como Pocahontas são baseadas em uma estória universal do “nativo protegendo seu lar”.

O grande apelo de Avatar está ai: nós desejamos o contato com a natureza que os Na’vi tem com seu mundo natal, quando mais industrializados e urbanizados ficamos, mais queremos ser “soltos na natureza”. A CNN já fez até uma materia especial sobre o que eles chamam de “depressão pós-Avatar”, caso sério em algumas partes dos US and A.

Pessoalmente eu me senti “aéreo” após a sessão em IMAX 3D, tanto pela gradiosidade do filme, quanto pelo ressonância do pensamento dispersado na película de que o ser humano é um ser ganancioso e conquistador, não importa a era ou a evolução.

O cast é formado pelo novo queridinho dos filmes de ação em Hollywood Saw Worthington, no papel do veterano paraplégico Jake Sully que tem uma nova chance ao embarcar para Pandora, Zöe Saldana no papel da nativa Neytiri, responsável por guiar o herói por este novo mundo. Destaque para a presença de Sigourney Weaver no papel da cientista antropóloga, Dra. Grace, em uma interpretação cheia de cuidados e o retorno da parceria com Cameron, retomada longos anos após Aliens 2. Giovanni Ribisi (Parker Selfridge) e Stephen Lang (Cel. Quarrich) contabilizam o lado ‘evil’ da película, representando o lado ganancioso e belicoso da humanidade. E não poderia deixar de citar a onipresente Michelle Rodriguez fazendo o seu papel de sempre de mulher linha-dura.

Nota: 10.0/10.0

~ por Igor RGA em abril 27, 2010.

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